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Há saberes em arte que são como estrelas para aclarar o caminho de um território que se quer conhecer. Na cartografia, para pensar-sentir sobre uma obra ou artista, as ferramentas são como lentes: lente microscópica, para chegar pertinho da visualidade, dos signos e códigos da linguagem da arte, ou lente telescópica para o olhar ampliado sobre a experiência estética e estésica das práticas culturais, ou, ainda, lente com zoom que vai se abrindo na história da arte, passando pela estética
e filosofia em associações com outros campos de saberes. Por assim dizer, nestas obras policromadas, tudo parece se deixar ver pela luz intermitente de um vaga-lume a brilhar no território dos Saberes Estéticos e Culturais.

Detalhes brilhantes de luminosidade. Beleza plástica grandiosa. Arte suntuosa e exuberante. São algumas pinceladas para tentar definir a policromia, que confere às obras o requinte e a nobreza buscada nas representações religiosas. A utilização da folha de ouro, com seus detalhes brilhantes de luminosidade, recordam a herança barroca e, desta forma, o ouro é incorporado ao contexto da policromia.

Entre o século XVIII e XIX, a arte barroca e rococó encontraram em Minas Gerais terreno fértil para seu desenvolvimento, já que havia intensa atividade aurífera. Assim, o ouro, sendo de fácil aquisição, possibilitou a criação de obras policromadas com apuro técnico e grandiosa beleza.

A Policromia é responsável por esse brilho das esculturas e talhas. É ela que dá vida, beleza e riqueza às obras, através das cores, pastíglios e esgrafitos, cabendo à escultura e a talha a forma e o volume, sendo esse conjunto policromado foco de atenção cultural e histórica. Ela é uma técnica mediante a qual se pinta e decora uma imaginária escultura ou objeto com relevo em várias cores, utilizando para este efeito diversas técnicas como encarnação, esgrafiado, pastíglio, douração e punção.

A roupagem de uma imagem com suas linhas, desenhos florais e arabescos enriquece, através dos coloridos e dos contrastes, as esculturas policromadas.

A policromia valoriza ainda mais a volumetria criada pela talha, conferindo aspecto realista às imagens escultóricas.

Dessa forma, Néia Lima, com sua arte e criação, nos leva a conhecer trabalhos de policromia, realizados com seu espírito artístico.

Enfim, salve a arte barroca mineira!

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